Entendendo o cenário musical (será?)

Imagem de Matias Argés – http://www.behance.net/basura

Em 1996, eu comecei a rabiscar umas coisas no papel. Comecei a compor, mas não acreditava muito naquilo.

Em 1997, eu conheci um cara chamado Waldeir. Esse cara começou a ler o que eu tinha escrito e, pasmem, gostou!!!

Em 1999, nasceu o Bleffe. A “espinha dorsal” da banda éramos eu, Juliano Henrique e Ivson Gomes

De lá pra cá, muita, mas muita coisa mesmo aconteceu…

Em Março de 2004, já com outra formação, começamos a gravar o primeiro CD, “Viagens”, que só ficou pronto em 2006. Lançamos em Maio do mesmo ano.

Aí é que começa o “problema”. Lançamos o CD justamente na época do início da massificação do MP3, e, mesmo depois do 1° milheiro de CDs rapidamente esgotados, sentimos que não valeria a pena mandar prensar mais, a não ser que fosse pra enviar pra produtoras, gravadoras, rádios, etc… Peraí…gravadoras? Rádios?

É…em 2006 as gravadoras já estavam claudicando e as rádios, bom, as rádios mergulhando desesperadamente no jabá.

Mas a gente não tava muito por dentro disso. A gente ainda achava que assinar contrato com uma gravadora era tudo o que precisávamos.

Não que seja ruim assinar com uma gravadora. Costumo falar por mim, e, como nunca assinei com uma, não posso avaliar a experiência. O que quero dizer é que não sabíamos que existia toda uma gama de opções que poderiam ser exploradas.

Desde então tomei a decisão de buscar por aqui, na internet, o (ou um) caminho pro Bleffe.

De lá pra cá consegui absorver muita informação relevante (pelo menos pra mim e pro meu projeto)

E aí começaram as dúvidas:

Qual é a fórmula pra se conseguir sucesso com o seu trabalho musical?

Posso ficar livre pra compor e tocar livremente ou preciso adotar o estilo e/ou ritmo “da moda” ?

Quando vou montar o repertório (setlist) do meu show, coloco “covers” ou versões que eu gosto ou que o público vai gostar?

Disponibilizar músicas gratuitamente ou vender?

Lançar CD (físico) ainda vale a pena, ou fazer só “meia dúzia” pra (tentar)vender nos shows?

Como fazer pra conseguir shows num mercado cada vez mais concorrido e infestado de produtores e donos de casas que te cobram pra tocar?

Aumentar a gama de produtos (camisa, boné,button) do artista/banda vale a pena?

Será que existe mesmo uma fórmula-padrão ou cada um desenvolve a sua?

Qual a vida útil de um projeto musical? Quando é a hora de mudar de rumo musicalmente?

Quando é a hora de desistir do projeto?

Perceba você que está lendo o monte de perguntas que o artista/banda faz pra si mesmo quando resolve levar seu tabalho a sério.

A internet chegou pra mudar o rumo desse mercado. As redes sociais musicais vem sendo cada vez mais utilizadas como atalho pra chegar ao público. Diversas ações realizadas dentro das redes sociais vem trazendo algum sucesso pra alguns artistas/bandas independentes ou não.

Acabou a figura do fã! Agora o artista/banda tem amigos divulgadores. Vamos chamá-los de “fãmigos”.

As necessidades:

– Dominar o uso dessas redes, sem fazer spam, sem incomodar, respondendo sempre ao fãmigo, estabelecendo uma relação estreita.

– Ter sempre novidades: Música nova, show, lançamento, novas fotos!!! O fãmigo está sempre ávido por novidades.

– Não esquecer NUNCA do mundo offline. Sempre interagir com outras bandas, ir a shows, conversar com os produtores. Quem não é visto…

Segue o link pra apresentação que fiz falando sobre redes sociais e música.

Mas, mesmo com a internet e tudo o que ela oferece, as dúvidas persistem…alguém me ajuda a respondê-las?