Smartphones e Facebook ajudam música online a amadurecer

Os serviços de música digital que estão lutando para criar um negócio sério com base na venda de canções online precisam recorrer à mídia social, aos celulares inteligentes (smartphones) e aos mercados emergentes, disseram executivos de duas das empresas mais bem sucedidas desse segmento durante a Reuters Media and Technology Summit.

A despeito de numerosas tentativas e da popularidade continuada da música entre os consumidores, poucas empresas iniciantes conseguiram lançar serviços de sucesso, em meio a dificuldades para obter apoio das gravadoras e concorrer com o poderio da iTunes, da Apple.

Mas passados 10 anos, empresas como a Shazam, que identifica canções, e a Rhapsody, Spotify e Pandora conquistaram espaço no mercado ao distribuir música para maior número de consumidores em todo o mundo e ajudar a ampliar a receita das gravadoras, que antes as encaravam com desconfiança.

As operadoras de telecomunicações, que têm a capacidade de embutir o custo de um serviço de música em sua assinatura mensal, e as redes sociais, que podem ajudar a divulgar músicas entre milhões de pessoas, ocupam posições chave. E explorar os mercados emergentes também pode ser útil.

“Creio que para os consumidores mais jovens de música, ser dono de uma faixa não importa mais; o que interessa é o acesso a 16 milhões ou 20 milhões de faixas”, disse Will Mills, diretor de música e conteúdo da Shazam. “E há a intermediação social, para tentar descobrir o que uma pessoa deseja ouvir”.

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